sábado, 6 de fevereiro de 2016

Abaixo-assinado pede permanência da faixa de ônibus na Avenida Giovanni Gronchi

giovanni grocnhi
Faixa de ônibus da Giovanni Gronchi. Prefeitura diz que não é número de veículos que deve ser levado em consideração, mas de pessoas beneficiadas e ônibus transportam mais. (Foto: Ricardo D’Angelo
Já grupo de moradores que usa carros quer a retirada do espaço para o transporte coletivo
ADAMO BAZANI
Dependendo do lugar no qual uma faixa de ônibus é instalada, a polêmica acaba sendo maior Como ocorreu em relação às estações do metrô, como em Higienópolis, moradores de áreas mais nobres da capital paulista se levantam contra a implantação de espaços para o transporte público.
Desta vez, a polêmica é em torno da faixa exclusiva para ônibus da Avenida Giovanni Gronchi, na região do Morumbi, zona sul da capital paulista.
O espaço foi implantado na última segunda-feira e contempla 3,8 quilômetros de extensão, levando em conta também a circulação do ônibus pelas Avenidas Padre Lebret e Jules Rimet. O funcionamento é apenas nos horários de pico, de segunda à sexta-feira, das 6h00 às 9h00 e das 17h00 às 20h00.
O espaço para ônibus divide opiniões. Quem anda de carro reclama dos congestionamentos e também da insegurança por ficar preso no trânsito numa região que é marcada por assaltos, mesmo o problema sendo de Segurança Pública.
Já quem usa o transporte coletivo aprovou a medida e diz que o tempo de viagem caiu até pela metade.
A Prefeitura de São Paulo diz que a prioridade é o transporte público e que a faixa beneficia 146 mil passageiros por dia que utilizam as linhas de ônibus que passam pela região. De acordo com a prefeitura, é falsa a sensação de que a faixa não é útil pelo fato de haver um intervalo entre os ônibus enquanto os carros ficam parados um atrás do outro.
Na verdade, segundo o poder público, o que deve ser levado em consideração não é o número de veículos e sim o número de pessoas atendidas. Enquanto no ônibus são transportados de uma vez só 70 passageiros em modelos convencionais (articulados e biarticulados podem atender de 120 a 250 pessoas), um carro em São Paulo leva numa média 1,2 passageiro. Assim para a realidade da Giovanni Gronchi com base nos números da Capital, um ônibus transporta o equivalente a 58,3 carros.
Enquanto moradores organizam no local um abaixo assinado para tirar a faixa de ônibus, passageiros fazem pela internet um abaixo-assinado para que os veículos de transporte coletivo continuem transitando com exclusividade.
O link é o seguinte:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Nenhum comentário:

Postar um comentário