quinta-feira, 3 de março de 2016

Obra do BRT do Rio de Janeiro fica paralisada por 10 dias, mas secretaria diz que não haverá atraso na entrega

onibus
Trecho complementar do TransOeste teve obras paralisadas, mas ficará pronto até às Olimpíadas, promete prefeitura do Rio. Maior parte do corredor já está em operação
Foto: Mariana Gil / EMBARQ Brasil
Construtora foi retirada das obras por abandonar os canteiros, outra empreiteira assumiu as intervenções
ADAMO BAZANI
O chamado trecho zero do BRT TransOeste, corredor de ônibus no Rio de Janeiro, ficou ao menos 10 dias sem obras.
Segundo a Secretaria Municipal de Obras do Rio de Janeiro, a EIT Engenharia, que venceu em 2014 a licitação para esta etapa do corredor, apresentou problemas financeiros e as obras estavam em ritmo lento, o que fez a secretaria alertar a empreiteira ao menos duas vezes neste mês sobre a possibilidade do afastamento.
As obras foram paralisadas há dez dias.
Como os trabalhos não foram retomados, as obras foram entregues para outra empreiteira: a Globo Engenharia.
O trecho zero do corredor TransOeste é considerado fundamental para o plano de transportes para Olimpíadas de 2016 porque vai ligar a nova linha do Metrô do Rio de Janeiro até as linhas de ônibus que têm com destino o Parque Olímpico.
As obras foram iniciadas em maio de 2014 e vão custar R$ 115 milhões. Parte deste valor será financiada à prefeitura pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
A prefeitura do Rio de Janeiro disse que a Globo já está trabalhando e que o prazo para conclusão da obra não vai ser comprometido, mesmo com a paralisação de dez dias e troca de empreiteira.
O TransOeste começou a operar em 2012 e quando estiver totalmente pronto vai ter 59 quilômetros de extensão, ligando a Barra da Tijuca a Santa Cruz , com todos ramais previstos.
A linha 4 do metrô também foi alvo de especulações sobre um possível atraso. E-mail enviado pelo prefeito Eduardo Paes ao Comitê Olímpico Internacional citava um plano emergencial que considerava a construção de um corredor de ônibus caso a ligação metroferroviaria não fosse concluída.
A Secretária de Estado dos Transportes disse que conseguiu financiamento para a linha 4 com empréstimo de R$ 444 milhões junto ao BNDES e que a obra está dentro do cronograma,
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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