
Trecho complementar do TransOeste teve obras paralisadas, mas ficará pronto até às Olimpíadas, promete prefeitura do Rio. Maior parte do corredor já está em operação
Foto: Mariana Gil / EMBARQ Brasil
Construtora foi retirada das obras por abandonar os canteiros, outra empreiteira assumiu as intervenções
ADAMO BAZANI
O chamado trecho zero do BRT TransOeste, corredor de ônibus no Rio de Janeiro, ficou ao menos 10 dias sem obras.
Segundo a Secretaria Municipal de Obras do Rio de Janeiro, a EIT Engenharia, que venceu em 2014 a licitação para esta etapa do corredor, apresentou problemas financeiros e as obras estavam em ritmo lento, o que fez a secretaria alertar a empreiteira ao menos duas vezes neste mês sobre a possibilidade do afastamento.
As obras foram paralisadas há dez dias.
Como os trabalhos não foram retomados, as obras foram entregues para outra empreiteira: a Globo Engenharia.
O trecho zero do corredor TransOeste é considerado fundamental para o plano de transportes para Olimpíadas de 2016 porque vai ligar a nova linha do Metrô do Rio de Janeiro até as linhas de ônibus que têm com destino o Parque Olímpico.
As obras foram iniciadas em maio de 2014 e vão custar R$ 115 milhões. Parte deste valor será financiada à prefeitura pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
A prefeitura do Rio de Janeiro disse que a Globo já está trabalhando e que o prazo para conclusão da obra não vai ser comprometido, mesmo com a paralisação de dez dias e troca de empreiteira.
O TransOeste começou a operar em 2012 e quando estiver totalmente pronto vai ter 59 quilômetros de extensão, ligando a Barra da Tijuca a Santa Cruz , com todos ramais previstos.
A linha 4 do metrô também foi alvo de especulações sobre um possível atraso. E-mail enviado pelo prefeito Eduardo Paes ao Comitê Olímpico Internacional citava um plano emergencial que considerava a construção de um corredor de ônibus caso a ligação metroferroviaria não fosse concluída.
A Secretária de Estado dos Transportes disse que conseguiu financiamento para a linha 4 com empréstimo de R$ 444 milhões junto ao BNDES e que a obra está dentro do cronograma,
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
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