domingo, 4 de janeiro de 2015

BRT começa a ser discutido na próxima segunda-feira

Esta semana começam as reuniões para discutir o projeto do novo sistema de transporte coletivo anunciado pela Prefeitura de Manaus em parceira com o governo do Estado – foto: arquivo EM TEMPO

Está marcado para segunda-feira (5) uma reunião com representantes da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e outros secretários municipais para começar a formulação do projeto do Bus Rapid Transit (BRT). Ao que tudo indica, este é o modal escolhido pela prefeitura para amenizar o problema transporte público – apesar do município ainda não ter elaborado o plano de mobilidade urbana, conforme prevê a lei federal 12.587 de 2012, cujo prazo final é abril deste ano.

O presidente do SMTU, Pedro Carvalho, explicou que deve se reunir com representantes do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) e Secretaria Municipal do Centro (Semc) para discutir o projeto de implantação do modal.
“Estamos trabalhando ainda, vamos desenvolver o projeto a fundo, mas não temos um custo determinado. Experiências de outros Estados dão conta de R$ 15 milhões por quilômetro”, disse Carvalho. De 8 a 9 de janeiro, especialistas de transporte de uma empresa paulista de engenharia, a Oficina de Consultores, estarão em Manaus para dar consultoria para o plano de mobilidade.
Em sua ideia inicial, o BRT seria implantado em dois corredores que liga as zonas Leste e Norte ao centro da cidade, passando pelas avenidas Torquato Tapajós, Constantino Nery, Max Teixeira, na Zona Norte e na Zona Leste – onde o corredor seria inserido na pista da esquerda, junto ao canteiro central – pelas avenidas Grande Circular, Cosme Ferreira, do Contorno até chegar à Manaus Moderna.
Nas capitais em que o BRT já foi implantando, como Curitiba e Rio de Janeiro, o projeto ficou orçado em R$ 15 milhões por quilometro. Contudo, ainda não há estimativa de quanto custará o modal em Manaus.
“Vai depender da desapropriação e do grau de sofisticação. O projeto em detalhes ainda será formulado e discutido porque temos projeto de tentar recursos. A prefeitura não tem condições de abarcar a tecnologia por conta própria. Existe uma intenção da prefeitura junto ao governo desenvolver o projeto objetivando buscar recursos para a efetivação”, ressaltou. Conforme a lei de mobilidade urbana, o governo federal deve enviar recursos para implantação do BRT.
Por Ive Rylo (equipe Jornal EM TEMPO)

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