O secretário municipal de Obras e Pavimentação, Walmir Matos, informou que o prazo para o projeto executivo foi subestimado. No cronograma enviado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), no qual o BRT foi aprovado, a previsão era de 60 a 90 dias, porém, há poucas empresas que executam o serviço e elas demoram cerca de 300 a 360 dias.
"Não vai dar tempo, houve aí um certo prejuízo de iniciativa para que esse projeto tivesse mais adiantado. No momento está agora avançando rapidamente, no sentido de recuperar esse prejuízo, mas algumas coisas ficaram subdimensionadas", avaliou.
Questionado sobre a possibilidade da perda de recursos, ele descarta a hipótese e acredita que a Caixa manterá a previsão do repasse, mesmo com o novo cronograma. "A Caixa já sinalizou que esses prazos podem ser repactuados mediante justificativa, qualificação técnica e amparo jurídico. Evidentemente que a Caixa é uma linha de crédito diferencial, mas se isso tiver problemas, nós temos outras soluções", ponderou.
A Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação faz o levantamento topográfico do terreno onde passariam as linhas do BRT, assinalando todos os obstáculos e estruturas presentes, desde postes a galerias pluviais. O trabalho deve ser finalizado neste mês de setembro e então a prefeitura lançará a licitação para contratar o projeto executivo, que pode demorar até um ano para ficar pronto.
Com o novo cronograma, o início efetivo das obras do BRT devem ficar para 2016 e não mais 2015. Para acelerar o projeto, o prefeitura Alexandre Kireeff delegou a função ao ex-presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e atual assessor de projetos estratégicos, Carlos Alberto Geirinhas.
Geirinhas informou que inicialmente está dando prioridade ao tema Sanepar, mas já fez uma reunião com Ippul e Obras sobre o BRT. "O prefeito reuniu todos os secretários envolvidos no BRT, apresentou-me como facilitador disso tudo. Eu pretendo fazer um cronograma, deixando os responsáveis por cada um dos passos que temos que seguir", declarou.
O Bus Rapid Transit
O projeto do BRT foi anunciado pela prefeitura no mês de março deste ano, com assinatura do contrato com a Caixa Econômica Federal. Os investimentos chegam a R$ 124 milhões com a instalação de um novo sistema de ônibus, com canaletas de fluxo rápido entre as regiões norte e sul e oeste e leste.
O corredor entre leste e oeste, a denominada Linha Amarela, terá 13,4 quilômetros de extensão e 13 estações para embarque e desembarque, com média de 900 metros de distância entre elas. A linha inicia com a estação Figueira, Leonor, Terminal Oeste (já pronto, mas com necessidade de adaptações para o BRT), Shangri-Lá e Cismepar, Estação Central, Amazonas, com integração gratuita com a Linha Verde na estação Viajantes, seguindo para Marco Zero, Morumbi, Laranjeiras, Pioneiros, UTFPR, Diamanete e finalizando no Terminal Leste.
Já a canaleta da região norte-sul terá 10,6 quilômetros de extensão, com 11 estações também com paraciclos. A Linha Verde tem início no Terminal Acapulco, Bélgica, Inglaterra, Europa, Califórnia, Aeronáutica e, na Fraternidade haverá integração com a Linha Amarela (sentido Leste-Oeste), depois passando para Tremembés, Noitibó, Felicidade, Tropícal e Terminal Norte, ponto final com mirante no Lago Norte.
O projeto prevê ainda a construção de sete desvios, entre viadutos e trincheiras, além de 24 quilômetros de ciclovias integradas.

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