Governador diz que futuro do VLT depende de estudos técnicos que estão sendo realizados.
Embora tenha reafirmado que a sua intenção é concluir a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o governador Pedro Taques (PDT) disse que a continuidade do modal de transporte depende de estudos técnicos que estão sendo realizados pelo Governo, especialmente no que diz respeito ao custo da tarifa a ser praticada.
Ele admitiu, inclusive, que esse estudo também analisa a possibilidade de trocar o VLT pelo BRT (Bus Rapid Transport (BRT), modal que, inicialmente, foi escolhido para ser implementado em Cuiabá e Várzea Grande.
"Nós vamos voltar para o BRT? O que nós faremos com R$ 500 milhões de vagões que estão lá no aeroporto? É possível vender? É possível transformar em BRT? Eu não tenho conhecimento técnico para isso, mas determinei ao Gabinete de Projetos Estratégicos que faça esse estudo"
Ainda segundo Taques, os resultados dessa análise serão apresentados na semana que vem, após o Carnaval.
O estudo, de acordo com o governador, tem como ponto principal o valor tarifário do modal de transporte. No início desta semana, em audiência pública realizada pelo Governo, foi ventilada a possibilidade de uma tarifa que ultrapasse R$ 10.
“Qual vai ser o valor dessa tarifa? O cidadão vai ter condições de pagar? Esse estudo tarifário está sendo feito para saber o que nos vamos decidir sobre o VLT”, disse Taques.
Ele observou, no entanto, que a decisão sobre o “futuro” do VLT não será tomada de forma isolada. Segundo ele, após a apresentação das análises da obra, serão realizadas audiências públicas para que o assunto seja debatido com a população.
Além disso, Taques irá se reunir com a Assembleia Legislativa, com os prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande, Mauro Mendes (PSB) e Walace Guimarães (PMDB), respectivamente, para que, juntos, eles possam ajudar a deliberar sobre o assunto.
“Eu não vou decidir sozinho. Vou chamar a Assembleia, as Câmaras de Cuiabá e Várzea Grande, os dois prefeitos dessas cidades, o aglomerado urbano, para decidirmos juntos. Porque se o Mauro Mendes e o Walace Guimarães fizerem uma licitação das linhas de ônibus, isso repercute imediatamente no valor da passagem do VLT”, justificou Taques.
Desvio de dinheiro
O governador voltou a repetir o que havia dito na mensagem do Governo entregue à Assembleia Legislativa, em 1º de fevereiro: o VLT será o “maior escândalo da história de Mato Grosso”.
“Existem falhas gritantes nas obras. Tudo isso é irresponsabilidade do Estado. A gerenciadora noticiou 600 irregularidades. A pergunta que fica é: como não viram 600 irregularidades? Isso é uma vergonha, isso é ilícito. Dessas 600 obras, muitas foram consertadas, outras não”, disse Taques.
Ele sugeriu, inclusive, que houve desvios de verbas durante a execução da obra do modal de transporte.
"Eu, como governador, não tenho a obrigação constitucional, com o perdão da expressão, deapontar 'o batom na cueca'"
O governador disse, contudo, que não compete a ele a responsabilização dos culpados por eventuais desvios de recursos.
“Se eu fosse procurador da República, eu estaria investigando isso. Alias, já fizemos reuniões com o MPE, MPF, Controladoria e Tribunal de Contas para tratar disso. Agora, eu não sou mais procurador da Republica, cabe a essas instituições investigar”, afirmou.
“Eu, como governador, não tenho a obrigação constitucional, com o perdão da expressão, de apontar 'o batom na cueca'. Cabe a eles investigarem”, disse.
Taques afirmou ainda que, até o próximo dia 28, a Controladoria Geral do Estado terá em mãos o resultados das auditorias que podem apontar o eventual desvio de dinheiro público desta obra.
Fonte: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=1&cid=224168
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